Historia e importância dos grupos vocais do Rock

Coasters

A partir do Rhythm & Blues no final dos anos 40, surgiram harmonias vocais com ou sem acompanhamento instrumental com a denominação de Doo-Wop.

Um dos primeiros grupos vocais a fazer sucesso foram os INK SPOTS com a música “If I Didn´t Care”. Os grupos vocais negros foram os primeiros a quebrar, a partir dos anos 50, as barreiras raciais em rádios e TV, mostrando-se aceitáveis e lucrativos, mas com um repertório abordando temas com letras suficientemente inocentes.

O estilo desses grupos foi uma contribuição na evolução do Rock and Roll.

E quando as harmonias vocais eram feitas só com vozes, a forma chamava se “A Capella”, nome usado para as músicas dos corais religiosos, incluindo o “Gospel “ americano.

As harmonias vocais portanto, e as qualidades individuais do cantor, eram o que mais se caracterizavam nesses grupos, que normalmente se apresentavam com um destaque masculino ou feminino (esse ultimo em menor escala).

Em geral, um cantor de poucos recursos vocais, precisava se proteger com um ritmo acelerado e musica alta, enquanto que o bom cantor, podia se dar ao luxo de ter harmonias em surdina por trás de baladas lentas e melodramáticas. Aliás, as baladas sempre foram a maioria dos hits dos grupos vocais.

No vídeo do Dion que saiu a pouco tempo ele comenta que eram muito pobres e por não ter grana para comprar instrumentos, se reuniam nas esquinas e imitavam os instrumentos de sopro que escutavam com a boca, por isso tem muito lance de backing vocals que se imaginarem a impressão é que estamos escutando um trompete ou um sax.

Em 1952, THE ORIOLES gravaram “Crying in the Chapel”, mais tarde também gravada por Elvis Presley, destacando o tenor agoniado de Sonny Tils e o coro dos vocalistas, mostrando à audiência branca, um som diferente, porém atraente. Essa cancã fez muito sucesso, mas o grupo desapareceu logo. Inclusive era comum um grupo negro lançar um sucesso e, quase que simultaneamente, outro grupo branco regravá-lo e fazer mais sucesso ainda.

Isso aconteceu, por exemplo, com a música “SH-Boom”, gravada originalmente pelos Chords e lamentavelmente ultrapassados pelos The Crew Cuts.

Segundo estatísticas, na segunda metade dos anos 50, existiam cerca de 700 grupos vocais nos EUA, alguns sem gravações e muitos com apenas um sucesso em toda a carreira. Entre os que se destacaram podemos citar The Moonglows, The Penguins, The Platters.

The Platters foram os mais famosos e conseguiram permanecer unidos por muitos anos, lançando vários sucessos e vendendo milhares de discos em quase todo o mundo. Não foram obscurecidos por nenhum grupo branco e seu segredo consistia nas harmonias bem elaboradas, na escolha do material e na qualidade da voz do cantor Toni Williams, com uma voz quase que de cantor lírico. Entre seus sucessos basta citar “Only You”, Smokegets In your Eyes” e The Great Pretender, para sentir a importância desse grupo.

É bom lembrar que quem lançou este grupo e também compôs trabalhos que viraram sucessos no repertório deles, foi Buck Ram, que já tinha trabalhado com os pioneiros THE INK SPOTS.

Nos anos 60, com a predominância de outros estilos no rock, principalmente a partir da inovação dos grupos ingleses, as harmonias vocais se modificaram, mas não perderam qualidade.  Basta ouvirmos The Four Seasons, The Beach Boys, Peter Paul & Mary, The Beatles, The Hollies, The Mamas & The Papas, The Bee Gees e The Byrds, só para citar alguns nomes com qualidade vocais acima da média.

O doo-wop renasceu em vários momentos nos anos 1970 (com a força clássica das bandas progressivas, as harmonias vocais ficaram em segundo plano mas, continuaram existindo no jazz, country & western e no rock & roll tradicional.

No rock em geral podemos citar, Yes, Pink Floyd e Crosby, Still, Nach Young.

Nos anos 1980 (a reciclagem a níveis das raízes no rock trás de volta o estilo Doo-wop, recriando pelos Roman Holliday, The Jets, Huew Lewis & The News, Rockapella, Matt Bianco e The Manhatan Transfers). Seus principais artistas vinham de áreas urbanas como Nova Iorque, Chicago, Filadélfia, Newark, Los Angeles, entre outras. O renascimento do doo-wop manteve o interesse das pessoas nesse tipo de música. Os grupos fizeram novas versões, com grande sucesso durante estes anos. A parte da cena regional das canções praianas centradas nas Carolinas (do Norte e do Sul) e nos estados vizinhos, inclui as gravações clássicas originais e novas versões numerosas durante estes anos.

O doo-wop recentemente experimentou um ressurgimento na popularidade com programas de concerto doo-wop de P.B.S como Doo-Wop 50, Doo Wop 51, Rhythm and Rock, e Doo Wop.. Esses programas reconciliaram um pouco do melhor do doo-wop conhecido e dos grupos do passado.

Dos anos 90 para cá, muitas bandas começaram a a focar uma manutenção das raízes, visando diminuir a frieza da tecnologia moderna, mesmo porque de todos os recursos que a ciência dispõe, ainda não criou nada que pudesse substituir a voz humana e causar o mesmo impacto.

Depois de mais de 60 anos, muitas bandas carregaram em sua formação uma semente que foi plantada pelos negros nos primordios da musica e até hoje muitos incrementam suas melodias com harmonias vocais incríveis, seja no rock & roll, rockabilly, punk ou qualquer outro estilo.

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