Madame Satã

Madame Satã

Na última sexta feira (22/10/09) participei como entrevistado de um documentário que estão fazendo sobre o Madame Satã.

Na minha opinião o Madame Satã seria como o CBGB, com devidas proporções é claro.

E porque resolvi publicar um post sobre isso?

No início dos anos 80 com a explosão das danceterias o Coke Luxe foi uma das bandas a tocar por lá algumas vezes, além de muita gente ter passado pela casa.

A primeira vez que ouvi sobre o lugar, foi justamente nessa época, quando minha mãe contou que tinha conhecido uma casa que tinha cama de casal no salão, sobre o visual das pessoas que freqüentavam, como punks, darks, rockabillies, etc

Parece que numa dessas até o Massao (ilustrador) fez uma pintura no corpo de uma mulher “nu artístico” no próprio lugar.

Depois fui pisar pela primeira vez nos anos 90, quando estava próximo aos 18 anos.

Deste dia em diante fui muitas vezes,  acompanhei mudanças como o The The, depois o Morcegóvia e por último a volta do Madame Satã.    

Apesar de terem criado um rótulo como uma casa de Darks e Góticas, o Satã sempre obrigou as mais diversas culturas alternativas e durante muito tempo sempre teve espaço ao rockabilly e psychobilly e todas as outras cenas existentes.

Dizer que fez parte dos primórdios da cena rocker no Brasil sem ter conhecido o Madame Satã é quase impossível.

Madame Satã (jornal estadão - nov/84)

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4 Respostas to “Madame Satã”

  1. Ricardo Burian Says:

    Aê Luiz ! Este foi o lugar que mais freqüentei, aliás, conheci minha atual esposa lá, havia umas sessions que chamavam de Roleta Russa, onde tirávamos o barato por volta das 2,3 da manhã, com a hora do Rockabilly, o Serginho e o Rubinho, Djs na época, começavam sempre com Tequila ou Red Cadillac and a Black Moustache versão Robert Gordon, e seguiam com várias outras, The Ventures, Rip it Up – Gene Vincent, minha predileta, dançávamos até suar, aí tirávamos as jaquetas e as amontoávamos no centro da pista daquele Porão e dançávamos até o final, durava 1 hora cada session, mais ou menos, ficávamos o resto da noite tomando todas, os caras trocavam a discotecagem por doses de Gim Tônica e dai pra diante era só farra, risadas e meninas ao nosso redor, rsrsrsrs abraço Luiz

    • luizteddy Says:

      Também tenho muita saudades desse lugar, era um lance de ir sempre para bater o ponto, como minha mãe costumava dizer…rs
      Bons tempos, ainda bem que aproveitamos muito essa época, pena que hoje em dia não tem um lugar como esse, o que pelo menos consiga reunir pessoas interessantes.
      Tempos modernos…rs
      O Serginho certamente foi e é um dos melhores djs de todas as Casas que já rolaram por aqui, grande amigo de longos anos.

      Abraço

  2. jason Says:

    Meu feguentei muito o madame.
    E briguei lá demais tambem, kkkk.
    jason C.S.
    Depois de muitos anos voltei lá mais não para brigar e sim com a minha filha para ela conhecer a Maior balada de rock de São Paulo

    • luizteddy Says:

      Fala cara, conheci um Jason há muito tempo atrás que inclusive ia nas festas do Eric e tudo mais.
      Se for o mesmo cara, um grande abraço e vê se aparece em alguma festa…hoje em dia esta todo mundo com filho e certamente longe das brigas..kk

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