2º Dia de gravações para o documentário “Eddy Teddy e o início da cena rockabilly no Brasil”

Foguinho, Della Monica, Vebis, Cleiner

Foguinho, Della Monica, Vebis, Cleiner

Mais um dia de gravações e certamente um dia memorável, afinal fizemos as matérias na famosa feirinha de disco, que hoje segue um monde internacional e confesso que talvez seja o maior encontro de fanáticos por discos da atualidade.

Como já comentei em posts passados, a ferinha começou no quintal da minha casa em 79, numa tentativa bem precária do meu pai e do Velho reunir amigos colecionadores de discos numa espécie de confraternização, com um único propósito, falar sobre rock & roll e trocar as raridades.

Eram outros tempos e como era difícil encontrar discos que curtimos. Tinha que ir literalmente a caça, afinal tudo era raridade. Lembro que um simples fato de encontrar um vinil, já era um motivo para fazer uma festa.

Apesar de ter apenas 5 anos quando a feirinah surgiu, tenho ótimas recordações das pessoas, das bandas que se apresentavam e das histórias que não eram poucas.

Depois a feirinha foi para a minha outra casa na Eng. Caetano Álvares e cresceu tanto que acabou mudando para a Matias Aires já sob o comando do Tangerino e do Hélio Hogochi que até hoje reúnem e dão continuidade na organização deste grande evento, capaz de trazer pessoas de todos os cantos do Brasil e até mesmo de outros países.

Cleiner, Vebis, Luiz Teddy, Helio e Tangerino

Cleiner, Vebis, Luiz Teddy, Helio e Tangerino

Numa conversa com o Tangerino e com o Hélio, reforçaram a importância de caras como o Eduardo “Eddy Teddy” em tentar sempre reunir pessoas e em idealizar projetos, afinal os dois se conheceram numa destas feirinhas.

São tantas histórias que poderíamos escrever um documentário somente da feirinha, onde é possível juntar colecionadores, músicos de todos os gêneros, curtidores, fanáticos e curiosos.

Luiz Teddy, Albert Pavão e Cleiner

Luiz Teddy, Albert Pavão e Cleiner

Particularmente fiquei muito feliz e realizado em conhecer pessoalmente o Albert Pavãoe de conversarmos sobre os primórdios do rock nacional, foi simplesmente mergulhar de cabeça no tempo e tentar imaginar como era difícil fazer rock naquela época, afinal até para conseguir os instrumentos musicais já era praticamente impossível e caras como este já cantavam aqui no Brasil à mas de 40 anos atrás, Eddie Cochran, Cliff Richard, Buddy Holly, Elvis entre outros.

Cleiner, Foguinho, Luiz Teddy, Della Monica e Vebis

Cleiner, Foguinho, Luiz Teddy, Della Monica e Vebis

Depois conseguimos juntar dos grandes bateristas (Foguinho e Della Monica) que fizeram história e ainda fazem no Brasil para falar mais sobre o início do rock nacional e principalmente das bandas instrumentais.

O Foguinho, baterista dos Jordans, grupo que iniciou sua atividadas em 1958 no bairro do tatuapé e carrega o título de ser um dos maiores grupos de rock instrumental do início da década de 60 e além disso, foram responsáveis pelas inovações no estilo de tocar que influenciou os músicos da época com o uso de instrumentos pouco convencionais no pop-rock instrumental, como vibrafone, bandolim e três guitarras elétricas. São também reconhecidos como nossos representantes legítimos do melhor que a Surf Music já produziu no mundo.

Della Monica, baterista e fundador do grupo instrumental Sparks no bairro do Belém e que esta na ativa até hoje, chegando a tocar com o Lelo Caddilac antes de entrar no Coke Luxe.

Luiz Teddy, Nenê Benvenuti, Mauricio C. Brito, Vebis e Cleiner

Luiz Teddy, Nenê Benvenuti, Mauricio C. Brito, Vebis e Cleiner

Também reunimos mais dois legendários, o Mauricio Camargo Brito (músico e escritos) que já tocou em inúmeras bandas, inclusive chegando a gravar o piano no disco do Coke Luxe, “Rockabilly Bop” além de assistir na época um show do Elvis Presley o que gerou a publicação de um livro com o título “Elvis Mito e Realidade”. E para fechar com chave de ouro conversamos muito com o Nenê Benvenuti que tocou no Rebels e Incríveis e até hoje trabalha como músico e produtor musical sobre o início do rock no Brasil e das dificuldades que não eram poucas.

Este documentário vai dar o que falar…..aguardem…

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2 Respostas to “2º Dia de gravações para o documentário “Eddy Teddy e o início da cena rockabilly no Brasil””

  1. Carol Gonçalves Says:

    Ah! Estou doida pra ver!! Luiz, podemos marcar neste fim de semana nossa entrevista para o meu livro? Ainda bem que moramos perto!
    Beijos!

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