Show da banda Run Devil Run

Novembro 24, 2009 por luizteddy

Run Devil Run

Amigos, a muito tempo estamos querendo tocar na Pin Ups, festa do meu amigo Ivan e da sua esposa Rosangela.

Nada mais propício do que se apresentar com o Run Devil Run (na foto esta faltando o batera Alê) e dedicar parte do repertório em homenagem ao Eddy Teddy.

Preparamos um repertório com 15 músicas, sendo metade do show alguns covers que fazem referência ao nosso estílo musical e a outra medade músicas do Coke Luxe e Rockterapia.

Espero que gostem, participem dos próximos shows e botem o capeta que vive rondando a vida de vocês para correr (pelo menos para outro show do Run Devil Run).

Curiosidade dentro do Rock

Novembro 17, 2009 por luizteddy

Espaço Retro

Dentre as histórias para o documentário sobre o Eddy Teddy e a origem da cena rockabilly no Brasil uma curiosidade foi a descoberta de um restaurante que ficava na Sta Cecília com o nome de Espaço Retro, onde posteriormente virou referencia da cena underground entre as décadas de 80 e 90.

Lembro que em 88 meu pai estava desesperado atrás de um local para comemorar seu aniversário de 38 anos até que um amigo do meu pai deu um toque de uma casa que ficava na Sta Cecília.

Eddy´s party

Frente do Retro

Marcaram de conhecer o bar e fecharam a primeira festa rockabilly em comemoração do aniversário do Eddy.  

A partir desta festa o lance começou a virar bimestral, depois mensal, até que surgiram as famosas domingueiras.

Rockabilly Party

Apesar das de algumas merdas que rolaram por lá, quem curtiu o underground paulistano sabe que o Retro virou referência e ponto de encontro de diversas turmas e certamente marcou uma fase dentro deste cenário musical, afinal além das festas se apresentaram por lá ótimas bandas.

Aniversário do Eddy (88)

O prazer de colecionar discos

Novembro 16, 2009 por luizteddy

Amigos e leitores do Blog, infelizmente estive ausente durante estes dias por motivo de viagem, estava a trabalho em Orlando / Florida.

Ontem completei 35 anos e fiquei muito feliz pelas mensagens no Orkut, pelas ligações e pelos e-mails, por isso resolvi escrever este texto sobre a arte de colecionar discos e poder compartilhar com os amigos, prazer que graças a Deus pude herdar do meu pai.

Pelo fato de morarmos num apartamento pequeno, infelizmente tive que puxar literalmente o freio de mão, se não mais um pouco teria que dormir em cima dos discos.

Cada vez que eu mudo de casa, tenho que pensar como se tivesse um outro filho, tudo tem que ser muito bem estudado e muito bem planejado.

Não da para explicar direito para as novas gerações que simplesmente não possuem o apego de colecionar discos, pela simples praticidade de baixar o cd e a musica que querem na Internet como é essa sensação.

Quando meu pai faleceu me desfiz de algumas coletâneas e algumas coisas que só tinham valor emocional para ele, e nessa hora percebi o que significa valor emocional.

As pessoas não dão a mínima quando você vai vender um disco, o valor que aquilo tem só tem significado para quem realmente coleciona discos, para as outras pessoas se resume em quantos kilos de disco você vai vender.

Eu ainda peguei uma época onde encontrar um disco era o motivo de fazer uma festa, reunir os amigos e literalmente furar o disco de tanto escutar.

Hoje tenho orgulho de ter uma coleção que tem um pouco mais de 3 mil cds e próximo de Mil discos de vinil. Sem contar uma coleção de DVDS e ainda muitas fitas cassete. (estas sim preciso passar para cds)

Montei uma estante que é dividida em 3 módulos e vai até o teto, essa estante é o berço para minha coleção que divido por estilos que vão desde o blues até as bandas punks.

Além de ter herdado o prazer de tocar rock & roll do meu pai, acho que este lance de colecionar discos e receber amigos em casa que era o que meu pai mais curtia, são as coisas que me dão prazer também.

Minha vida é marcada por trilhas musicais e confesso que sem os amigos para compartilhar estas coisas nada disso teria significado.

Esta é uma matéria que fizeram comigo para o Jornal Diario do Comercio em 2003.

diario

Diário do Comércio

Eddy Teddy, Uma figura excêntrica

Outubro 28, 2009 por luizteddy

Para quem conheceu o Eddy, sabe a figura excêntrica e carismática que estava por trás de um cidadão magro, usando um óculos no estilo Buddy Holly, de quem era um grande fã, com um tom de voz muito semelhante ao Mick Jagger e com um jeito único que era capaz de apaixonar qualquer um que o conhecesse.

Esse foi o motivo do qual além de ter virado desenho para charges em jornal, vira e mexe alguém fazia algum dele…aqui estão algumas preciosidades em diferentes fazes da sua vida, inclusive alguns feitos pelo próprio Massao, um dos maiores ilustradores que eu conheci e que fez as artes dos discos do Coke Luxe.

Inclusive queria pedir que enviem mais desenhos…..

cartton

cartton2Por Massao

cartton5

Por Angeli

Por MassaoPor Leandro Beijo

Por Drago

Divulgação através dos quadrinhos

Outubro 27, 2009 por luizteddy

Outro cara que sempre deu uma força para o Eddy e o Coke Luxe foi o Angeli, um cara que era amigo do meu pai e da minha mãe desde a época de adolescentes.

Estas são algumas das charges criadas pelo Angeli divulgando os shows do Coke Luxe e a última uma pequena homenagem póstuma.

angeli

angeli2

angeli3

INFORMAÇÃO IMPORTANTE

Outubro 7, 2009 por luizteddy
Eddy Teddy

Eddy Teddy

Amigos e leitores que acompanham diariamente o Blog

Por motivo de viagem a trabalho, estarei ausente do Blog até o próximo dia 26 de outubro.

Infelizmente os posts serão interrompidos até esta data, pois será impossível atualizar o conteúdo do Blog. 

A novidade é que estamos pensando em postergar o lançamento do DVD para o final do ano de 2010 e em julho realizarmos uma festa em homenagem aos 60 anos do Eddy Teddy com muitos convidados, aproveitando para incluir a festa no DVD.

Conto com a compreensão de vocês e aproveito o comunicado para fazer um convite para o próximo dia 30 de outubro, data que iremos tocar no Bar Astronete em São Paulo.

Dia 30/10:
Festa de Halloween com Run Devil, Run!

Run Devil Run

Run Devil Run

Festa de Halloween na Shakesville SP! e quem vir fantasiado não paga entrada!!!
No palco a super-banda de rockabilly de Ronaldo (Os Inocentes) e Luiz Teddy transformarão a Shakesville SP numa mistura de ballroom dos anos 50 com A Noite Dos Mortos Vivos!

Vai ser uma noite de matar!!!
(A fantasia será sujeita a aprovação da nossa hostess)

Shakesville SP!: Todas as sextas.
Bar: 20hs.
Djs: 23hs.
Banda: 2hs.
Entrada: 15,00 a partir das 22hs.

ASTRONETE BAR - São Paulo: Rua Matias Aires 183-B entre Augusta e Haddock Lobo – Consolação
fone: 3151-4568 / 2537-4216

Matérias com o Coke Luxe

Outubro 7, 2009 por luizteddy
Coke Luxe

Coke Luxe

Too fast to live, too young to die.

Outubro 7, 2009 por luizteddy
Ló

Outro cara que merece um capítulo a parte e faço questão de escrever com muito carinho e estremo pesar é o Juvenal Roberto Martins, mais conhecido como Ló.

Foi o maior parceiro e amigo de toda a história do Eddy Teddy. Se eu pudesse criar um título para falar sobre este cara, seria algo como Too fast to live, too young to die, pelo seu estilo de vida Rocker.

São tantas histórias, tantos acontecimentos que eu não sei nem por onde começar, por isso resolvi apenas reforçar a importância de caras como este que se dedicaram ativamente a esta cena musical que vamos contar no DVD.

Certamente a família Martins e a minha família, poderiam ser uma só pela tamanha proximidade que temos, um laço que começou muito antes da minha existência. Eddy e o Ló aprenderam a tocar juntos e fundaram suas primeiras bandas ainda na época do colégio (conforme posts anteriores) e continuaram montando bandas até o final de suas vidas, sendo a última o Rockterapia.

Era muito legal a época em que éramos vizinhos e os ensaios rolavam num quartinho de madeira construído no fundo do quintal que tinha na casa deles, um quartinho forrado até o teto de fotos de mulheres peladas, imaginem só isso para a molecada. Coincidentemente foi o primeiro lugar onde ensaiei com minha primeira banda, junto com seus dos filhos.

Eddy, Vicente, Ló e Reinaldo

Eddy, Vicente, Ló e Reinaldo

Nessa época a banda que o Eddy e o Ló tocavam era o Satisfaction , formada também pelo Reinaldo e o Vicentão, grandes figuras que teremos o prazer de entrevistar para o documentário para tentar retratar um pouco desta época.

Enquanto ensaiavam, a molecada brincava no quintal e ao mesmo tempo já recebiam uma carga de sons que até hoje quando escuto as músicas que tocavam me emociono muito.

Satisfaction
Satisfaction

Até hoje a aproximação que temos com os seus filhos é muito presente, sou o padrinho do Caio que é o filho do Deni e isso me deixou mais orgulhoso ainda, sem contar que seus pais ( Ló e a Eliane) são padrinhos do meu irmão Neno.

Tudo aquilo que aprendíamos com nossos pais aplicamos nas nossas vidas, montamos nossas primeiras bandas, nossos primeiros programas de rádio, bolamos nossas primeiras festas, os primeiros porres e até hoje nos reunimos no final de semana para seções nostálgicas de rock & roll.

Dentre as bandas que tive com seus filhos (Deni e o Eric) foram: Os Cadillacs, Sleep Walkers, Boogien Blues e ainda o Deni participou no início do Krents e do revival do Rockterapia comigo.

Viajávamos freqüentemente para Juquiratiba interior de São Paulo, onde eles tinham uma Chácara, quantas histórias rolaram por lá…

O Ló era um daqueles baixistas com um feeling indescritível, com uma harmonia vocal perfeita.

Um amante de 60´s, principalmente das bandas britânicas, um fanático por carros antigos que infelizmente teve sua vida interrompida no ano de 93, ano e data que jamais vou esquecer, porque faleceu no dia do meu aniversário, 15 de novembro.

Me lembro com se fosse hoje quando tocou o telefone e recebemos a notícia. Meu pai e o Zeca(Tio dos moleques), correram Mogi para tentar resolver as coisas.

Sua morte foi algo que mexeu muito com meu pai e com todos nós, mas era como muito já imaginavam, De carro e sozinho. Ficou um vazio dentro da gente e a certeza da falta que ele fará para sempre para a família, para os amigos e para a música.

Perdemos um grande amigo num ano que era para ser um dos melhores, afinal o Krents estreiou no Clube das Bandeiras, veio ao Brasil o Little Richard, Chuck Berry, Jerry Lee Lewis e Paul McCartney….Jamais me esquecerei do ano de 93.

Ló e Eddy Teddy (Rockterapia)

Ló e Eddy Teddy (Rockterapia)

E as gravações continuam ..

Outubro 5, 2009 por luizteddy
CARLOS ALBERTO LOPES "Sossego"

CARLOS ALBERTO LOPES "Sossego"

No domingo 05/10/09, realizamos mais uma entrevista para o documentário do Eddy Teddy e a origem da cena rockabilly no Brasil.

A cada seção nos envolvemos tanto com as pessoas que é difícil tentar explicar para vocês como esta sento tão prazeroso poder resgatar todas estas coisas.

No meu ponto de vista esta data ficará marcada, e merece um capítulo a parte, porque tivemos o prazer de entrevistar uma das maiores autoridade no que se diz respeito ao rock & roll na América do Sul e talvez no mundo que é o CARLOS ALBERTO LOPES, mais conhecido como “SOSSEGO”.

Sossego

Sossego

Sossego, que de sossego não tem nada, recebeu o apelido em 1957 por Alfedo Borba, divulgador da gravadora Odeon, onde um dia o viu ouvindo música confortavelmente sentado e  despreocupado, Borba entrou na sala e não se conteve: “Que sossego é esse?” Deste dia em diante, seu apelido ficou mais conhecido do que seu próprio nome.

O revoltante é ver que nesta merda de país ninguém da valor algum para historia ou para as pessoas mais antigas que foram desbravadoras.

Se ele morasse em outro pais certamente seria uma pessoa reconhecidissima e de um valor estimado.

Seu conhecimento e sua vivencia é de deixar qualquer pessoa de queixo caído….eu realmente tive uma das maiores aulas de rock & roll.

Uma aula

Uma aula

É uma pena não podermos utilizar tudo que foi dito durante a entrevista, porque foram tantas informações que mereceriam um documentário a parte….e talvez seja um próximo passo depois de gramarmos este…afinal é um pecado uma pessoa com tanto conhecimento ser esquecida.

Para vocês terem uma pequena idéia de quem é esta figura, Sossego, nasceu em março de 1938 em São Paulo. Foi radialista, jornalista, produtor de discos, técnico de eletrônica foi um dos primeiros DJs brasileiros de rock, iniciou carreira no final de 1957, como produtor do programa Quinta Avenida na Rádio Panamericana.

CARLOS ALBERTO LOPES "Sossego"

CARLOS ALBERTO LOPES "Sossego"

Em 1958 estreou como locutor na Excelsior produzindo o programa semanal Cartazes da América, utilizando gravações de sua própria discoteca. Outros programas que apresentou incluem Studio V, diariamente das 23 às 24h, e Brotos Em Hi-Fi, na América AM, onde permaneceu até 1963, indo então para a Record AM, onde permaneceu até 1967.

Outros programas que produziu são Show Machine (Excelsior, 1975-6) e Flash-Back (Gazeta, 1991-2). Produziu discos do grupo The Jet Black´s, Enza Flori, Bob Lin, The Hits (para a VS), The Vikings (o compacto “Segredinho”), Os Quentes (futuro Os Carbonos), Os Incríveis (LP de 1966, sem título, o primeiro com Nenê).

Produziu coletâneas de reedições de sucessos e raridades de rock brasileiro e estrangeiro; inclusive, os discos que trazia pessoalmente dos EUA e Inglaterra, muitos tardiamente ou nunca editados no Brasil, ajudaram a formar o repertório de diversos roqueiros brasileiros, como “Blue Star” de Victor Young no arranjo dos Shadows.

É autor da versão de “Lana” de Roy Orbison, gravada pelos Golden Boys e que foi o primeiro sucesso de Sérgio Reis, e “Don’t Gild The Lily Lily” de Del Shannon (“Gatinha Lili”, gravada por Bobby de Carlo em 1961).

sossego5

Profundo conhecedor de eletrônica, trabalhou na Giannini de 1963 a 1969, produzindo modelos de guitarras (Supersonic, Gemini e Apolo) e amplificadores (True Reverber, Thundersound, Tremendão, Jet Sound) e fundou a fábrica Palmer de amplificadores em 1970, produzindo os primeiros amplificadores brasileiros com potência sonora de 200 watts.

Luiz Teddy, Sossego, Cleiner e Vebis

Luiz Teddy, Sossego, Cleiner e Vebis

E porque entrevistar este cara?

Além de toda sua história, sua importancia, sua vivencia dentro do contexto rock & roll, o Eddy começou a aprender sobre este estilo escutando os seus programas de rádio, ainda adolescente.

Fiquei muito emocionado em saber que das pouco mais de 10 cartas guardadas pelo Sossego, foi uma escrita pelo meu pai que só teve o prazer de conhecê-lo pessoalmente depois numa das suas feirinhas realizadas no Bairro do Limão.

Sossego, Luiz Teddy, Cleiner e Carol

Sossego, Luiz Teddy, Cleiner e Carol

Deste dia em dia em diante, crio-se uma amizade até os fins de sua vida.

Outro lance curioso é que a guitarra que o Eddy veio a adquirir na época do Coke Luxe, foi um modelo projetado pelo próprio Sossego de Giannini semi acústica modelo Rickenbacker, na qual só existem 3 no Brasil. Essa guitarra faço questão de guardar com o maior carinho até hoje e de vez em quando toco alguns rock´s para não enferrujar.

03/10 – Mais um dia de gravação para o documentário.

Outubro 5, 2009 por luizteddy

Neste final de semana realizamos mais uma etapa para a produção do documentário do Eddy Teddy e os primórdios da cena rockabilly no Brasil.

O neto Dudu participando

O neto Dudu participando

Iniciamos a manhã de sábado entrevistando o Marco Antonio Mallagoli, que é figurinha carimbada para qualquer amante dos Beatles. Ele é fundador de um dos maiores fã-clubes brasileiros dos Beatles, o Revolution. Também é músico (baixista) e toca na banda oficial do seu fã-clube e que também se chama Revolution!

Marco Mallagoli

Marco Mallagoli

Para que não sabe, além de ter sido um grande amigo do Eddy e da minha mãe, foi um dos caras que mais deu força ao Eddy nos seus projetos de bandas.

Fiquei tão emocionado com sua entrevista que pela primeira vez acabei esquecendo de tirar uma foto da equipe de trabalho com o entrevistado, tive que segurar minhas emoções o tempo inteiro para não interromper a gravação.

Tem horas que é muito difícil separar o emocional do profissional, ainda mais relembrando momentos que também fizeram parte da minha história também.

O Marco fez uma definição perfeita de quem era o Eddy Teddy, um cara com a fisionomia parecida com o Buddy Holly mas com a voz do Mick Jaguer.

Marco e Ayrton (jam sessiom numa feirinha de discos em casa)

Marco e Ayrton (jam sessiom numa feirinha de discos em casa)

Para resumir um pouco da importância do Marco Antonio nesse documentário, uma das bandas do Eddy, Rota 66, foi um nome sugerido por ele, depois deu uma força enorme para o Satisfaction, que era uma banda do Eddy e do Ló, especializada em 60´s principalmente em versões dos Stones.

O Jipp Willis, tocava com o Marco no Revolution e através dele conheceu o Eddy, vindo posteriormente a tocar no Coke Luxe.

Coke Luxe ( Bar Revolution)

Coke Luxe ( Bar Revolution)

Com a abertura do Bar Revolution, a casa abrigou os primeiros show do Coke Luxe, sem falar das participações do Eddy nas rádios do bar, nos zines, as jams sessions com o próprio Marco, são inúmeras as histórias que entraram para o documentário.

O Jipp Willis, tocava com o Marco no Revolution e através dele conheceu o Eddy, vindo posteriormente a tocar no Coke Luxe.

Com a abertura do Bar Revolution, a casa abrigou os primeiros show do Coke Luxe, sem falar das participações do Eddy nas rádios do bar, nos zines, as jams sessions com o próprio Marco, são inúmeras as histórias que entraram para o documentário.

Cleiner, Luiz Calanca, Luiz Teddy e Vebis

Cleiner, Luiz Calanca, Luiz Teddy e Vebis

Depois foi a vez de entrevistarmos o legendário Luiz Calanca, fundador do primeiro selo musical independente no Brasil, um visionário que acreditou na proposta do Coke Luxe muito antes da banda começar a se apresentar.

Se o Coke Luxe tem importância no cenário nacional por ser a primeira banda rockabilly, é graças ao Luiz Calanca e a Baratos Afins que produziu e comercializou o compacto, É Rockabilly e o LP Rockabilly Bop.

Com isso a banda ganhou grande visibilidade na mídia se apresentando nas mais diversas casas de shows de São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e em outras regiões.

O Luizinho é um dos caras mais carismático e batalhador que eu conheço, daqueles que da vontade de conversar o dia todo sobre música.

Sua simplicidade é de deixar qualquer pessoa apaixonada pelo seu trabalho e seu conhecimento musical e o seu feeling é incontestável.

Foram tantos os detalhes sobre o Coke Luxe e o panorama musical da época que será muito difícil saber o que não colocar no documentário.

Eu particularmente tenho muito que agradecer a este cara por também ter acreditado no Krents, banda na qual fiz parte nos anos 90, produzindo o cd da banda numa época que a Baratos não gravava mais bandas de rock.

Éramos músicos inexperientes que tínhamos como maior referencia e influência o Coke Luxe e o Rockterapia e ter o Luizinho como produtor foi algo que levarei comigo pelo resto da minha vida.

Vebis, Wagner, Eric, Luiz Teddy, Cleiner e Ivanio

Vebis, Wagner, Eric, Luiz Teddy, Cleiner e Ivanio

Para encerrar o sabadão com chave de ouro entrevistamos três grandes personagens da cena rocker do Brasil, o Ivanio, o Wagner (Lindão) e o Eric Von Zipper.

Estes são os três legítimos rockers que eu conheço desde criança e certamente os maiores sobreviventes desta cena musical que sobrevive sobre trancos e barrancos até os dias de hoje.

Conversando com estes caras percebemos no olhar o amor que existe pela cena que vai muito mais além do que simplesmente fazer festas.

São tantas coisas que rolaram que é difícil mensurar, o Lindão é o personagem e escritor da música o Lindão, versão de Honey Don´t do Carl Perkins, tocada pelos Grilos Barulhentos e também pelo Coke Luxe.

Conheceu o Eddy junto com o Billy Gato no show do Coke Luxe no Palmeiras com o Raul Seixas e de lá para cá crio-se um grande laço de amizade.

O Ivanio, foi um dos caras que mais freqüentou nossa casa ao lado de outras figuras como o p´roprio Billy Gato, o Ivan e a Grega.

Numa conversa bem informal com eles recordamos do início do Coke Luxe, do Billy Gato e de muitas coisas que rolaram.

Com o Eric pudemos conversar sobre as dificuldades de tentar manter a cena vida, afinal depois que o Eddy parou de organizar as festas foi um dos caras que abraçou a idéia e deu a cara para bater afim de tentar popularizar a cena.

Fiquei muito emocionado em entrevistar os três na minha casa, teve momentos que imaginei o tempo que meu pai estava presente na sala, as vezes tinha até a impressão que estava com a gente, mostrando as novidades, tomando um aperitivo e conversando sobre rock & roll..

É uma pena o Eddy não estar aqui para acompanhar essas gravações, a medida que avançamos o documentário vou sentindo tanta saudades dele que até dói.